O Terminalzim…

Não sou o Tom Hanks, tampouco gostei de O Terminal, mas a situação remeteu-me ao filme. Vinícius, por favor, pode tirar suas malas do quarto? – Foi com esta fala educadíssima e prenha de porfavores que me colocaram de volta ao meu lugar de quem andou por Cascadura, Madureira e Cavalcante. Acabei o curso com as malas ao lado e, tolo, perguntei: Meu vôo é só às 23:30, o curso acaba às 18, pra onde vou? Respondeu-me a voz feminina: Não íamos pagar outra hospedagem, não é? Fique no hall do hotel. Os adágios populares sempre são sábios (quando não são tolos como eu): manda quem pode, obedece quem tem juízo. Fiquei esperando o vôo das 23:30 desde às 18h, como um apátrida abandonado. Piada de brasileiro: era uma vez um vôo que saía às 23:30 de Ribeirão Preto para chegar às 24h em São José. Vôo é mais rápido, clamam os espertos. Porém, de Ribeirão, a São José, de carro, são apenas 3 horas. Ou seja, na minha simplicidade, sempre partidário do chão, chegaria às 21h em São José. Mas, voar é preciso, viver não é preciso. E assim, tive meu dia de um quase Tom Hanks, de um Terminalzim, preso em sua Nova Iorque chamada Ribeirão.

Antunes – Rio de Janeiro – 14 de setembro de 2009 – 18:50

2 Respostas para “O Terminalzim…

  1. Misturando as crônicas:
    “Meu vôo é só às 23:30, o curso acaba às 18, pra onde vou?”
    “óia, tem umas termas muito boas aqui, uns barzim… “

  2. KKKKKKKK…..Comédia d+ essa crônica…

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