Meia – areia

Aracaju. Escrevo sentado em um restaurantezinho miúdo como a cidade, chamado Encanto do Mar, frente à praia de Atalaia, diga-se de passagem, linda praia de Atalaia. Logo que cheguei ao hotel, deixei as malas e mal vi o quarto. Fugi, ainda engomadinho, a desvendar algum mistério daqui. Aprendi, ainda no ponto, que os ônibus de Aracaju demoram eternidades e são conhecidos por trajetórias e não por números. Cheguei à praia de Atalaia e encontrei de cara o que seja, talvez, o monumento mais famoso de Sergipe, parece um M do McDonalds, só que azul. Porém, seu êxito não está em si, mas sim na praia de infindável faixa de areia que esconde por trás. Praia morena que o mar alisa forte, mas sem intuito de machucar. Eu de sapatos e a praia a convidar. Lembrei de minha mãe falando que eu tinha poucas meias, que cuidasse delas. Mas a areia estava a chamar. Lembrei de minha mãe a arrumar a mala e a dizer te cuida como quem diz não vai aprontar para o filho bebê. Lembrei de minha mãe e via o mar. Lembrei de minha mãe e a areia dizia descalça-te. Lembrei de minha mãe a dizer divirta-te. Tirei os sapatos, lambuzei-me na areia. Chegara a Aracaju.

Antunes – Aracaju – 15 de setembro de 2009 – 18:20

Praia do Atalaia

Praia do Atalaia

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Praia do Atalaia

Uma resposta para “Meia – areia

  1. Que bonito…

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