Luas Bonaerenses

Minha fé é que as luas de Buenos Aires sejam as mais doces. Ainda nem fui, mas parece que já conheço o mel argentino e já escuto Gardel por todas as esquinas que passo. Todas as cores são Caminito e todas as dores são choradas por Mercedes e pelas mães, tias, avós, bisavós da Praça de Maio. Em alguns sonhos fui um curse a dançar tango e em outros fui o mais feliz do mundo com os gols de algum Diego. E comprei camisas azuis e comprei camisas brancas e comprei camisas azuis e brancas que sujei, todas, com o chocolate que caía de meus alfajores e churros com café, tomado às sacadas de alguma imensa livraria, outrora teatro, em que quis escrever estas palavras.

Antunes
Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2009

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