O pomelo

Engana-nos de laranja, mas é o pai. De avantajada idade, amarga tal qual remédio. Não é simpático, mas os argentinos o são. Figura fácil: está em qualquer barraca, em qualquer mercado, em qualquer esquina de Buenos Aires. Metamorfoseia-se contra a sede no calor de janeiro: é suco, refresco, sorvete… Desperta carinho por aí: Jiló, dada vez, disse que se fosse fruta seria pomelo. Ouvi, pela calle Córdoba, que seu maior orgulho é ter famosa filha tão prazenteira e é senso comum que se irrita quando a chamam de gostosa. Família feliz? Pior que não. Pomelo não aceita a esposa Tangerina. Que vergonha ser assim tão enrugada!

Antunes

Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2010

Pomelo rojo

Pomelo blanco

Suco de pomelo = acerola com casca de limão

Pomelo pelas esquinas

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