Comer – o verbo essencial

Comer! Comer é tão fundamental e popular que é assim que também chamam o ato que leva à reprodução! Desde criança nos ensinam: comer pra crescer, comer sem deixar no prato, comer direitinho, comer vitaminas: comer! Para dizer que se conheceu outro lugar há que comer nele, ou melhor, comê-lo! Como conhecer o Pará sem comer tacacá? Como conhecer o Rio de Janeiro sem comer feijoada? Como conhecer o Rio Grande do Sul sem tomar chimarrão? Como conhecer a Bahia sem comer acarajé? Como conhecer o Espírito Santo sem comer moqueca? Como conhecer Minas Gerais sem comer feijão tropeiro? Se você quer conhecer Buenos Aires, há que devorá-lo. Abaixo, os pratos indispensáveis. Dane-se o seu gosto, arrisque:

Parrillada

Conjunto esquisitíssimo de carnes: riñones, vacio, lomo, chorizo… A carne argentina é totalmente diferente da brasileira. Os cortes são outros, os sabores também. Tem, ainda, muito mais gordura e muito menos sal. Não vá esperando encontrar picanha, contra-filé, alcatra e cupim.

Onde encontrar: Há um ótimo e barato restaurante chamado La Cholita (curioso nome), anote aí – Rodriguez Peña 1165 – Recoleta – Ciudad de Buenos Aires. Outro que recomendo, mas não tenho o endereço fica na rua paralela ao Caminito (a rua dos degraus com versos), numa espécie de garagem/quintal, é bem mais rústico e bem mais caro, o bairro é Palermo.

Empanada

Pastelzinho com massa diferente (quase um pastel de forno). É típico nos lanches bonaerenses. Presente em todos os lugares, há as boas empanadas e há as ótimas empanadas. As boas são as que estão em qualquer esquininha, expostas nas lanchonetes,  pois são esquentadas em microondas. As ótimas são as dos restaurantes – vale arriscar as doces.

Onde encontrar: É recomendado e baratíssimo o restaurante Cumaná (cada pastelzinho deve sair por 1,50 Real), fica ao lado do La Cholita. Rodríguez Peña 1149  – Recoleta. Arrisque, pelamordedeus a empanada de doce de leite (arrisque tudo que é de doce de leite na Argentina), mas peça rápido, pois costuma esgotar. O restaurante que está sempre lotado.

Helado

É o sorvete! Sem qualquer tipo de exagero, o sorvete argentino é o melhor que já comi em vida. É um dos motivos que coloco HELADO no subtítulo, pois não pode levar o mesmo nome que conhecemos aqui no Brasil, é outra coisa, outro produto, outra qualidade.

Onde encontrar: O mais popular é o FREDDO (tem em tudo que é canto), no shopping Abasto pode-se encontrar também o Munchi’s. Mas, o meu preferido é o La Veneciana, fica em Puerto Madero, tome sempre o de doce de leite.

Quilmes

A cerveja é um dos produtos mais famosos da argentina. Está por todas as partes, mais popular que Skol no Brasil. Eu provei e achei igual a qualquer outra, mas particularmente não sou chegado a cerveja.

Alfajor

Sabe quando a gente, no Brasil, entra em qualquer lojinha e vai com alucinada vontade em direção à barra de chocolate? Então, na argentina isso acontece com o alfajor. Há alfajores empilhados em todos os cantos, principalmente nas lojas 25h. Recomendo o alfajor da marca Vauquita e Milka.

Media Luna

Se acostume: todo desjejum, oferecer-te-ão uma Media Luna. Nada mais é do que o nosso croiassaint, porém sem recheio. A massa é muito gostosa e não se preocupe em procurá-la, ela chegará até você.

Dulce de leche

Leve dinheiro e faça estoque: compre tudo que for de doce de leite. Veja a crônica com nome de Vauquita.

Mate

O mate da argentina é cru (diferente do nosso que é torrado), ou seja, próprio para o cimarrón. Arrisque com certo cuidado. A grande vantagem é poder encontrar mate em qualquer lugar acrescido de diferentes sabores e das mais diferentes marcas.

Pizza

Os argentinos têm mania de italianos. O que é bom, pois as massas são deliciosas, com destaque, obviamente, para a pizza. Porém, não vá com muita sede ao pote e não arrisque muitos exotismos como “nhoque” de sêmola (recomendação da Emanoelle). As pizzas aparecem em sabores bem diferentes e sempre deliciosas, é muito comum pizza de queijo roquefort (lembra o nosso gorgonzola).

Onde encontrar: Pizzaria La Madeleine, aberta 24h, Av. SANTA FE  1726 – BARRIO NORTE – CIUDAD DE BS AS.

ATENÇÃO, TENHA MUITO CUIDADO

1 – Quando te oferecerem um SORVENTE não ache que é um sorvete, é apenas um canudo!

2 – Como a comida é muito barata, é comum acharmos que sempre teremos como pagar. Dessa forma quase tive que lavar pratos em dois lugares. Sorte que aceitavam Reais. Anote aí o nome dos careiros: La Opera e Guido’s Bar (este último é estranho pra caraca).

3 – Muitissíssima atenção, as massas são vendidas com o molho separado. Sendo assim, você acha que está comprando um prato ultrabarato, aí, quando ele chega à mesa está sem SALSA (molho) e, se quiser o molho, deve desembolsar mais um dinheiro.

Antunes.

Rio de Janeiro, 5 de fevereiro de 2010

Bife de chorizo

Pizzaaaaaaaa

Parrillada o payasada?

Guido's bar, careiro e esquisito

24 horas de pizza

Uma resposta para “Comer – o verbo essencial

  1. salve gd Vinicius! gosto mt dos seus post’s e posso dizer q como outros, ele me influenciou p/ criar um. sobre comida “américa-sulense”, comi certa parrillada en el Urugay p/ nunca más! é o prato mais estranho q já experimentei…
    sobre o bom velinho e gd poeta Manoel d Barros, dispensa-se mais elogios – as palavras q dá vida falam coisas que não se escutam mais…

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