A estrada Marabá-Ourilândia/Ourilândia-Marabá

É como a definição de reta que aprendemos ainda no colégio: não tem começo nem fim. Seu corpo é ora preto, cor do asfalto, ora vermelho, cor do barro. Infinitos, também, são os buracos e seus tamanhos. Às margens da estrada, animais que quando se aventuram em atravessá-la acabam mortos, acabam podres, acabam consumidos por urubus ou pela borracha dos pneus. E há carros que competem com motos, que competem com bicicletas, que competem com intermináveis rebanhos de bois. Atravessa-se cidades que já ouvimos falar e outras que duvidamos que existam e assim passam pelo lado de fora do carro nomes como Eldorado dos Carajás e Gogó da Onça. A estrada que leva é difícil, demorada, cansativa. A estrada que traz, talvez seja tudo isso, mas há o entorpecente da volta, aquele sentimento de que o mundo novamente nos encontrará e a vida continuará de onde parou. Pra trás fica uma cidade, mas à frente virão inúmeras e caso seja apenas uma, é a minha cidade. Não há caminho como o caminho de volta.

Antunes

Rio de Janeiro, 5 de abril de 2010

O gado disputa a estrada conosco

O bode pega carona

Alguns buraquinhos e um pouco de terra

MST por perto

Acampamento do MST à beira da estrada

Plantação de eucalipto no lugar de floresta amazônica

Eu com meu motorista e guia da floresta, Seu Luiz Gonzaga. Atrás o Siena que nos levou pela estrada.

Vídeo que fiz da estrada.

2 Respostas para “A estrada Marabá-Ourilândia/Ourilândia-Marabá

  1. Faltou dizer que na volta tem eu também…

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