Como é possível, Gentileza?

Loucura não causa a infelicidade do homem, porquanto ela é inerente ao próprio homem.” (Erasmo, Elogio da Loucura)

Os murais do Gentileza são a marca da sensatez que há na loucura. Entre suas frases desconexas, seu conteúdo religioso, suas transgressões ortográficas há uma crítica social profunda que nos faz ver o quanto estamos doentes, pois somos mais desatentos que um louco e não reparamos às lições de amor e paz – parece que somente os loucos entendem tais conceitos. Assisti algumas vezes ao curta intitulado Gentileza¹, da última vez que o vi, estava com minha esposa, meu pai e minha irmã. Algum deles indagou como o idoso Gentileza conseguia fazer suas pinturas em locais altos como passarelas. Eu, que passo todos os dias pelos murais a caminho do trabalho, nunca tinha me feito tal questão. Sou a gentil metáfora da sociedade impregnada de cotidiano e cada vez mais sem o prazer do espanto.

Antunes
Rio de Janeiro, 30 de abril de 2010

1 – O curta Gentileza está Disponível no site Porta Curtas – http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=4955

Para ver todos os murais do Gentileza acesse o Museu Virtual Gentileza através do link: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=4955

Uma resposta para “Como é possível, Gentileza?

  1. “mundo caquinho de vidro; tá cego do olho, surdo do ouvido…”

    Dagoberto

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