Contemplação ao Titicaca

O lago é imenso, mas os minutos são breves. E por trás dele outro país, enquanto eu nesta Bolívia. O lago é imenso e a calma também. É falsa a fúria que atribuímos aos gigantes. Titicaca, o mais alto lago navegável do mundo, o segundo maior da América Latina. Fico à beira, mãos dadas a alguém que amo sob a vigília de um taxista aimará. Parado, deixo apenas que a imaginação navegue por todos os mitos que aportam ali: pumas, lebres, lhamas, deuses e uma ilha paradisíaca com um nome muito familiar: Copacabana! Estive nela, pois nela estarei algum dia. Não há distinção entre os tempos. Hoje estou aqui ladeado por impérios. Hoje eu sou o Inca, inda que ontem tenha sido o colonizador. As águas do Titicaca contam-me algum segredo, mas é tão silencioso que não posso ouvi-lo. Apenas observo movimento algum, som algum. O gigante dorme e não há um ruído sequer, apenas imagens de fotografia.

Antunes
Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2010

Chegando ao Titicaca

Titicaca, o mais alto lago navegável do mundo, o segundo maior da América Latina

O lago é imenso e a calma também.

O gigante dorme e não há um ruído sequer, apenas imagens de fotografia.

Mãos dadas a alguém que amo sob a vigília de um taxista aimará.

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