Toda viagem é a continuação doutra

Nenhuma viagem é um começo, leitor. Toda viagem é a continuação doutra. Descobri isto ao visitar as Cidades Históricas de Minas Gerais, após ter visitado Paraty. Paraty é por onde escoou nosso ouro, nem tão nosso assim, que vinha lá das Minas Gerais. Fiz seguidamente estas viagens e, infantilmente, descobri o mote deste texto: Toda viagem é a continuação doutra. Afinal, os olhos que olham o novo lugar já não são os mesmos depois de cada desplaçamento. O Rio de Janeiro muda depois que volto pra ele e só consegui viajar na minha cidade após ter viajado por outras.

Cada ladeira de Ouro Preto foi comparada aos degraus do meu prédio. Mariana viu seus trilhos olhados por quem está acostumado aos trilhos da Central do Brasil. Tiradentes teve sua formosura ladeada a de Paraty, São João Del Rei era a pracinha de livros que li na infância. Toda observação é uma comparação e, quando nascemos, comparamos o mundo cá fora com o mundo dentro de nossa mãe. Viajar é fazer com que todo mundo novo seja mundo conhecido, viajar é fazer com que todo mundo seja a barriga de nossa mãe.

Antunes
Rio de Janeiro, 14 de setembro de 2010

Recomeçamos a viajar por Ouro Preto, Nôla chegando

Primeiros passos em Ouro Preto

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