O LAGARTO QUE SORRI

Há vantagens, claro. Quem dera fosse por elas que o lagarto sorrisse. Conseguimos um albergue para hospedar-nos por cem mangos e que fica a menos de dez minutos a pé do Centro de Ouro Preto. Muita felicidade, leitor, pois o segundo lugar mais barato para se ficar custava praticamente o dobro. Anote aí a dica se quer pagar barato: Albergue Sorriso do Lagarto. Entretanto, ao chegarmos, começaram as problemáticas da esmola em demasia: uma bagunça. O quarto em que nos depositaram parecia vitimado por um furacão: umas cinco camas beliches reviradas, colchões jogados, lençóis desarrumados… e, no meio delas, uma cama de casal pra mim e pra senhora minha esposa. Claro que, ficamos nós apenas, as camas de beliche eram tão-somente decoração e por sorte não inventaram de hospedar ninguém ali conosco. O banheiro é daqueles que se pode tomar banho sentado sobre o vaso sanitário, boxe é alto luxo. Foi assim, leitor, que descobri porque o lagarto sorri. Sorri debochadamente da nossa cara, sorri com o cantinho da boca, sorri porque é um sacana. Maldito lagarto que sorri!

Antunes
Belo Horizonte, 17 de setembro de 2010

Nosso debochado amiguinho...

E no nosso quarto, passara um furacão?

Era por isto que o maldito sorria?

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