A Mariana

Mariana vista da Igreja de São Pedro dos Clérigos

No canto matinal, sobre a treva do vale.”
(Carlos Drummond de Andrade, Evocação Mariana)

Ah, leitor, se você tivesse um pingo de decência e vergonha na cara pararia de ler este blog, pois falo de igrejas e todas são iguais. Falo de verdadeiras cidades-igrejas, cidades que aparentemente possuem mais templos que casas. Não pretendo inovações, não pretendo uma sequer. Não fiz nada de diferente até agora e cheguei a pensar em copiar e colar o mesmo texto à guisa de alegoria que expresse as cidades históricas de Minas Gerais. Entretanto, contrariei-me e às minhas pretensões, pois fui a Mariana, única cidade histórica, das que visitei, com nome de mulher. Ah, Mariana! Feminina Mariana. Espero que teus anjos tenham sexo e que seja feminino: anjinhas… Mariana da Estação de Trem rodeada de casinhas feias e pobres, das igrejas no alto dos morros, das praças, do pelourinho, do sino que toca nas almas, da Mariana, mocinha que anda pela cidade cheia de si, acha que vive numa apologia.

Antunes
Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2010


Leitura de Evocação Mariana de Carlos Drummond de Andrade

Uma resposta para “A Mariana

  1. O mais legal que eu vi em Mariana foi a Mina da Passagem. Tinha um restaurante delicioso.

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