O Jardim Botânico

por Nathy Fetim ACDC – PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

A cidade do Rio de Janeiro apesar de todos os seus problemas – a maioria deles, os próprios cariocas -, foi abençoada com várias belas paisagens que para muitos, é difícil escolher qual a mais bonita. Se me perguntarem qual lugar do Rio eu gosto mais, eu respondo na hora. Pão de Açúcar? Corcovado? Praias? Não. O Jardim Botânico! Não existe lugar mais relaxante e até digamos…aconchegante, que aquele. Acho que o fato de eu ter estudado botânica na faculdade me ajudou a gostar mais de lá. Se para quem é totalmente leigo no assunto o lugar já é encantador, pra quem tem o mínimo de conhecimento que seja na área, os olhares são outros. Mas enxergamos o mesmo que todo mundo. Uma raiz enorme que atravessa os caminhos do parque de um lado a outro, uma planta que “mora” em cima de uma árvore, outras que parasitam, borboletas e pequenos insetos que podem até nos perturbar durante a caminhada, mas que muitas plantas sem eles, não seriam as mesmas. Ou até mesmo, não seriam. Tudo ali está em perfeita harmonia.

O Jardim Botânico é como um refúgio. Uma fuga para o estresse, a correria do dia-a-dia, do trabalho, das desilusões, sejam elas quais forem. A entrada com Palmeiras-Imperiais já é um convite para quem passa do lado de fora. E quanto mais você explora o espaço mais se depara com uma diversidade de espécies vegetais que não se vê em qualquer lugar, em qualquer esquina. Flora nativa, flora “trazida”, ameaçadas de extinção, em risco…diversidade que parece não ter fim.  Isso, “diversidade”. É essa a palavra que o define. O que é difícil de dizer para mim, é qual o lugar que mais me atrai dentro do Jardim Botânico. Eu sou uma apaixonada por Orquídeas, logo, minha visita ao Orquidário é certa! Acho as bromélias uma família de plantas curiosa, e com isso, posso ir ao Bromeliário e admirá-las. Gosta de plantas insetívoras? Lá você encontra uma estufa só com elas. E o que dizer do Jardim Sensorial? Uma área encantadora montada principalmente para os deficientes visuais, que podem tocar e sentir o aroma das plantas e também saber o nome das mesmas em placas também escritas em braile. É legal, não é?! E a lagoa com Vitórias-Régias? Um dos pontos mais lindos que lá existe. Não canso de ficar olhando. Bateu a fome? Lá você encontra cantinas, cafés e se quiser levar seus “quitutes” de casa, tem espaço para piquenique. É só saber aproveitar!

Interessante é saber que lá dentro, no Centro de Pesquisas, tem gente que olha por cada planta ali existente. E não é só regar e plantar sementes. É muito mais que isso. Pesquisas que incluem observação, manejo e até a parte molecular, sim…DNA. O triste é saber que se esse espaço fosse aberto, não seria tão belo, tão limpo, cuidado…preservado. Como disse no início, o carioca é o maior problema da cidade, pois não sabe cuidar do que é dele. Se todos soubessem da importância que cada folhinha e cada animal, por menor que seja, tem para vida, e se preocupassem com isso, com certeza nosso olhar para o mundo seria diferente. É um lugar que eu recomendo ir sempre. Vá ao Jardim Botânico! Leve a família, seu parceiro (a), a máquina fotográfica, um livro, seu iPod. Caminhe, sente-se, medite, relaxe! Garanto que sairá de lá muito mais leve.

O que nos resta é aproveitar e agradecer a D. João, por essa bela herança para nós deixada.

Nathy Fetim ACDC
Rio de Janeiro, 13 de janeiro de 2011

Nathy e Vinni Corrêa no Jardim Botânico

Una pareja muy romántica en el Jardín Botánico

Nathy (autora do texto) diante do chafariz do Jardim Botânico

A Natália e a paisagem de Vitórias-Régias

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