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Destak

Uma iniciativa muito legal do jornal de distribuição gratuita Destak é divulgar blogs de seus leitores. Hoje, dia 19 de janeiro de 2011, foi a vez do meu. Agradeço ao pessoal do jornal e dou às boas-vindas a você que chega ao blog através dele.

A nota que saiu na página 15 do jornal, edição 592 do jornal Destak.

Se você quiser ler toda a edição 592 do jornal, publicada em 19 de janeiro de 2011, clique aqui.
Se você quer conhecer o jornal, visite: http://www.destakjornal.com.br

Paraty: uma Terra do Nunca

São ruas de pedra que remetem àquelas cantadas pelas mães à hora de dormir. São ruas de pedra que não são de brilhante, mas são de pé-de-moleque. São doces ruas, difíceis de caminhar que nos levam aos tropeços a visitar igrejas, a passear por praças, a cochilar em pousadas, a ladear carroças, a comprar artesanatos e doces: comer pé-de-moleque ao andar sobre pé-de-moleque.

Uma canção antiga saída d’alguma garganta espanhola é replicada pelo gramofone de dona Maria Rameck, sai pelas janelas azuis e guia os passantes pelas ruas de pedra, água e fogo da histórica Paraty.

Nas andanças matutinas, vêem-se os pássaros imortais que estão ali desde a fundação da cidade, vêem-se cães e gatos irmanados neste éden urbano. À beira mar, o vento de mãos macias está sempre disposto a acariciar a pele das moças e a saudar os românticos que recitam poemas roubados de algum poeta inglês.

Nos passeios noturnos estão os fantasmas dos piratas que outrora assustavam por ali. Agora, mortos, são amigos das crianças e quando juntos desejam um irônico “vida longa” ao brindar com canecos de vinho e garrafas de rum e repetem piadas insólitas aprendidas com seus papagaios.

Por toda a antiga cidade há rumores que se confundem com as músicas, não se sabe se é o marulho ou as infinitas vozes de senhoras que rezam seguindo as infinitas procissões. Toda Paraty tem uma reverência de igreja, uma graça cenográfica, um mistério maçônico, uma felicidade infantil e um luto de viúva.

E estar na cidade é desfrutar de uma alienação meritosa, de um anacronismo feliz, é despregar-se do tempo dentro do próprio tempo. Mas ao cruzar as correntes do IPHAN, finda-se a viagem pela Terra do Nunca fluminense. Fica a Cidade, vão-se as pessoas: ontem chegaram e partiram valentes navegantes, hoje chegam e partem distintos turistas. Quem chegará amanhã?

Antunes
Publicado no jornal Jacarepaguá Em Destaque, julho de 2010.

Clique aqui para ver no formato de jornal.

Jacarepaguá Em Destaque (jornal)

Crônicas dumas Viagens vai além do mundo virtual e está todo mês no jornal impresso Jacarepaguá em Destaque.

Faça download das edições com texto do Crônicas dumas Viagens por Vinicius Antunes:

Clique no link e será redirecionado para uma página do Megaupload onde poderá fazer o download do jornal em formato PDF.

7 – Penedo – A pequena Finlândia Brasileira – jan.2011 – p.21

6 – Guapi: uma crônica pessoal e pessoana – dez.2010 – p.21

5 – Niterói, tão nossa que não somos – nov.2010 – p.21

4 – Cidade de Pedro, Cidade de Teresa – out.2010 – p.21

3 – O morro e a morte de Santa Teresa – set.2010 – p.21

2 –Paquetá, ilha morena – ago. 2010 – p.21

1 – Paraty: uma terra do nunca – jul. 2010 – p.21

Obs.: Esta página será atualizada mensalmente

Livro: Meio Ambiente e Florestas

Agradeço à Léia Maria Fontes Guimarães que me convidou para publicar uma foto do Crônicas dumas Viagens no livro Meio Ambiente e Florestas. Quem diria que minhas incursões ao interior do Pará acabariam sendo, de alguma forma, impressas? Agradeço também à editora Senac SP que me presenteou com o livro. Guardarei com carinho.

Quem quiser adquirir o livro Meio Ambiente e Florestas, de Emilio Moran, basta clicar aqui!

A foto do Curupira está publicada em um dos meus textos a Paragominas, para vê-lo, clique neste link.

Antunes
Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2010

Capa do Livro Meio Ambiente e Floresta de Emilio Moran

A minha foto do Curupira de Paragominas publicada em uma das páginas do livro