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Minha Copacabana

Hoje escrevo porque estou feliz. Feliz com esta felicidade em que não acredito e não existe, feliz como sonhava inda criança. Quero escrever um texto feliz em preto e branco, como calçadas de pedras portuguesas. Pois parece ser impossível não ser feliz na orla de Copacabana. Até os mendigos sorriem na sua tristeza. Até as putas são mais felizes e té parecem gostar do seu trabalho. Em Copacabana, Drummond é eterno e seus milhares de óculos são eternos na casa de cada poético ladrão. São felizes, junto comigo, todas as ondas da orla de Copacabana, sejam do mar, sejam do chão. O Forte de Copacabana me sorri um risinho antigo, longe de recordar qualquer disparo de fuzil, lembra da época em que ainda era só cimento e água. E eu sorrio porque ouvi alguém me dizer que Copacabana era fantástica e assim guardei pra mim, toda vez que imagino Copacabana, associo a coisas fantásticas na minha vida: o abraço da minha esposa, o almoço da minha mãe, os desenhos do meu pai, a gargalhada da minha irmã. Pois, Copacabana me parece tão distante que preciso encontrá-la em outras coisas que habitam minha memória. E hoje estou em Copacabana sob o sol, ouvindo o mar, tomando água de coco, mesmo que hoje esteja num carrancudo hotel de São Paulo.

Antunes
São Paulo, 28 de março de 2011

Era aniversário do Drummond, ele estava solitário, pensativo...

Então cheguei e resolvi fazer uma surpresa

Chegou a Emanoelle e formamos uma festinha!

Em Copacabana, atrás o Forte de Copacabana

Copacabana vista do Forte

Teve uma época em que a Skol resolveu bancar uma roda gigante em Copacabana para que se pudesse gozar da vista. Na foto é a Nôla.