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Plaza Murillo

Se as outras praças bolivianas parecem ter sido feitas para os fins de semana, para o descanso, para se aconchegar nos bancos e conversar após a missa, a Praça Murillo parece ter sido feita para os dias de semana, para o povo caminhar sobre ela rumo ao trabalho. A Praça Murillo, é a mais política das praças. Ali fica o presidente Evo Morales, num prediozinho tão insignificante que só descobri depois e faltou-me a foto. Entretanto, ali fica também a imponente catedral de La Paz e o belo prédio do Poder Legislativo. É por ali que marcham as manifestações e desfila a Clio boliviana.

Antunes
Rio de Janeiro, 29 de julho de 2010

A Catedral ao fundo e a esquerda, encoberto, o prédio do Poder Executivo, onde fica Evo Morales.

Palácio do Poder Legislativo na Praça Murillo

Monumento a Pedro Domingo Murillo, na Praça Murillo

Os tradicionais pombos estão também na Praça Murillo

Chapolim fazendo um bico na Praça Murillo

La Bodeguita: um trocito de Cuba em Santa Cruz de la Sierra

A metade do seu olhar
Está chamando pra luta, aflita
E metade quer madrugar
Na bodeguita

(Chico Buarque, Tanto Amar)

Nos arrumamos e fomos, minha esposa e eu, fingir-nos em Cuba. Ir à Bolívia é muito mais barato que ao Caribe e o restaurante La Bodeguita é um pedacinho de Cuba no coração da América. Andamos até o Centro de Santa Cruz de La Sierra e entramos no restaurante que fica ao lado da Catedral. Fomos recebidos com música e nos encontramos entre o mar de palavras escritas pelo teto e pelas paredes. A impressão que se tem é que as letras azuis cairão sobre nós e que qualquer prato é uma potencial sopa de letrinhas. Ouve-se o som caribenho da época de Carlos Puebla e, se a timidez não nos amarrasse às cadeiras, dançaríamos quiçá uma rumba. Comemos carnes, feijão, arroz, banana e faltou-nos o postre que só era servido no almoço. Nos eternizamos nas paredes (eternidade que durará até a próxima mão de tinta) e saímos satisfeitos pelas ruas de Santa Cruz, nossos pés sabiam de cor os caminhos, enquanto os olhos imaginavam o Malecón e os ouvidos ainda repetiam a guitarra de Puebla.

Antunes
Rio de Janeiro, 30 de maio de 2010

CRÔNICAS DUMAS VIAGENS ESTAMPADO NA BODEGUITA

O teto da pequena bodega

Música cubana

O pratinho dela

Meu pratinho

Los bodegueros

Uma catedral perdida no tempo

São tijolinhos, uns sobre os outros, que se equilibram e se encaixam, feito Lego, e vão até o céu. Todos eles, uns sobre os outros, ficam na praça 24 de Septiembre no Centro de Santa Cruz de la Sierra, compondo a Catedral de São Francisco. Quando chega domingo, a igreja lota, vão as mães com seus filhos pedir a Deus (quem sabe a Pacha) o dinheirinho pro de comer, pedir saúde, pedir futuro. Ouvem um padre, um espanhol, com sotaque de quem sabe muito do exterior. Depois da missa, se sentam na praça, comem lanches de procedência qualquer. As crianças imitam pombos e com eles brincam de voar. E assim segue, toda semana, Santa Cruz, insistindo em ser uma cidade pequena de qualquer lugar do passado.

Antunes
Rio de Janeiro, 20 de maio de 2010

A Catedral de Santa Cruz de la Sierra

Às portas da Catedral de Santa Cruz

Um casal de turistas

A cruz da lateral da Catedral

Catedral de Santa Cruz por dentro

O cristo de saia da Catedral

Mirante da catedral

A praça vista do mirante da Catedral

A Catedral de Santa Cruz vista de longe

Os restos de San Martín

Ao lado da Praça de Maio está a Catedral. E não imaginava o que guardava com certa sobriedade.

A Argentina em crise: pelas ruas, mais brasileiros que argentinos;  mendigos com nível universitário. Uma argentina que depende do turismo: implora pra ser olhada; converte seus rincões em salas de visitas. Uma moeda decadente: um peso não compra nada; o Real como sonho da população. São todos turistas que bebem Pepsi, hablam portunhol e vestem adidas. E no interior da Cateral: os restos de San Martín.

Antunes

Rio de Janeiro, 14 de janeiro de 2009

Los restos de San Martín en la Catedral