Arquivo da tag: Centro Cultural

Romaria

Os romeiros sobem a ladeira
cheia de espinhos, cheia de pedras,
sobem a ladeira que leva a Deus
e vão deixando culpas no caminho
(…)
Sarai-me Senhor, e não desta lepra,
do amor que eu tenho e que ninguém me tem.

Senhor, meu amo, dai-me dinheiro,
muito dinheiro para eu comprar
aquilo que é caro mas é gostoso
e na minha terra ninguém não possui.

Jesus meu Deus pregado na cruz,
me dá coragem pra eu matar
um que me amola de dia e de noite
e diz gracinhas à minha mulher.
Jesus Jesus piedade de mim.
Ladrão eu sou mas não sou ruim não.
Por que me perseguem não posso dizer.
Não quero ser preso, Jesus ó meu santo.
(Trechos de Romaria de Carlos Drummond de Andrade)

Enquanto eu andava por ali, ouvia umas histórias dessas bem populares e rasteiras que não se pode acreditar nunca, mas são sempre verdade. Umas vozes que vinham da calçada me diziam que coisa de 5 milhões de pessoas passam por Congonhas entre os dias 7 e 14 de setembro pra participar do Jubileu do Senhor Bom Jesus dos Matosinhos, vão por lá pra pedir pra Deus qualquer coisa que homem não pode fazer. Antigamente, se hospedava o povo num lugar circular chamado Romaria, que ainda está lá, mas abriga só umas obras de arte meio muquiranas e virou Centro Cultural. Eu andava em direção a Romaria sem saber o que pedir a Deus, pois tava com pecados não, acho eu. Chegando à porta, já era tarde, pra num irritar Deus com minha prepotência, o que pedi foi perdão por não saber o que pedir. Entrei na Romaria e nem romeiro eu era.

Antunes

Rio de Janeiro, 22 de novembro de 2010

Romeiro solitário

Placas contam a história da Romaria

Turismo andarilhante pelo Centro de Belo Horizonte

Comprometi-me comigo mesmo a andarilhar pelas ruas de Belô, depois de todo dia de trabalho, para sentir o clima da cidade e conhecer os pontos turísticos. Algumas vezes arrisquei as caminhadas na hora do almoço também. Desta forma, passei pela Praça da Liberdade, pelo Centro Cultural, pelo Parque Municipal, pelo Mercado Municipal, Pela Igreja de São José e comi no famoso, tradicional e caro restaurante da Dona Lucinha. Além disso, tive o privilégio de trabalhar três dias bem de frente pra Praça da Estação, na minha humilde opinião, o lugar mais bonito e charmoso de Belô.

Poucos pontos me chamaram verdadeiramente a atenção. Um deles, como disse, foi a Praça da Estação, por possuir um clima peculiar e ter me lembrado uma Central do Brasil que deu certo. Pensei que os arredores da nossa estação de trens também poderiam ser seguros e bonitos como aquele, até porque têm um potencial muito maior. O segundo ponto me surpreendeu pelas demonstrações religiosas bem no horário do almoço: foi a Igreja de São José, com sua diferente beleza, abrigava todos os tipos de pessoas que se ajoelhavam às portas e cultuavam um deus do meio-dia. Além disso, o Mercado Municipal também foi um bom passeio, com seus infinitos queijos e corredores, é um bom lugar para quem quer conhecer melhor a culinária mineira.

Antunes
Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2009

praça

Praça da Estação, o lugar mais charmoso de Belo Horizonte

centro_cultural

Centro Cultural de Belo Horizonte

liberdade

Praça da Liberdade

igreja_jose

Igreja de São José

igreja_dentroInterior da Igreja de São José por volta de meio dia

parque

Parque Municipal

mercado

Interior do Mercado Central

viaduto

Viaduto de Santa Teresa