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Romântico como a poeira de um museu

“Hay un exilio peor que el de las fronteras: es el exilio del corazón
(Héctor Abad Faciolince em El olvido que seremos)

Quantos serão os corações que guardam a história de Barranquilla? Fico imaginando que tipo de História aprendem aquelas crianças na escola, se possuem heróis tão antiheróis como os nossos. Imagino se todas elas amam o García Marquez, se amam diferente de mim que sou brasileiro. E torço para que amem mais, torço para que exista um lugar no mundo em que amem profundamente a um escritor e que este lugar seja a Colômbia. Adivinho que na hora do recreio cantam músicas da Shakira e que as meninas gostariam de cantar alguma coisa em inglês para serem aplaudidas. Penso se as professoras levam as crianças ao museu e se levam, que museu é este? Desejo que seja um coração amarelo alaranjado tal qual o sol de Barranquilla, pois todo coração é um museu esperando eternamente peças novas. Recrio crianças enfileiradas, de mãos dadas e uniformes azuis, andando por corredores de um casarão que abriga lado a lado heróis e lixos cotidianos rebatizados de artefatos. Ouço a voz duma criança a perguntar “o que é” ao apontar para um telefone de disco como os que tanto usei na casa de minha falecida avó. Penso que todos nós, até aquelas crianças, somos potencialmente fotos, peças, heróis e vilões de um museu. Falta-nos, apenas, algum bocado de tempo e alguma romântica poeira.

Antunes
Rio de Janeiro, 15 de fevereiro de 2011

Frente do Museu Romântico - Barranquilla

Sala García Marquez no museu romântico

Pintura no Museu Romântico

Objetos antigos

Em homenagem a uma das principais fantasias do carnaval barranquillero

Sala do Carnaval

Personalidade do carnaval de Barranquilla

Primeira prensa de barranquilla

Exterior do Museu Romântico

Pessoas escutam sobre a História no pátio do museu

Escadaria Romântica

No salão militar

Prestes a assumir o poder

As antigas donas do casarão

Placa na entra/saída do museu

O Império Tihuanaco

Houve vida antes dos Incas. Quando se pensa em América pré-colombiana as imagens de Incas, Maias, Astecas são esmagadoras. Mas outros muitos povos passaram pela imensidão americana e lhes restou o olvido da História. Os Tihuanaco estão em raros livros didáticos, mas sua presença é muito forte a três mil oitocentos e setenta metros de altura, nos Andes bolivianos. Ao redor das ruínas, vivem populações que ainda preservam o aimará e muitos costumes de seus ancestrais, mesclados a uma boa dose de catolicismo, é claro. A viagem pode ser vista como páginas de Realismo Fantástico, como capítulos sangrentos da destruição de um povo, como ricas lições de antropologia etc. etc. etc.  Certamente é um dos lugares mais interessantes de toda a Bolívia e fica a menos de duas horas do Centro de La Paz. Dentre as ruínas, estão as construções sagradas, resquícios de pirâmides, a imensidão da Pachamama, muralhas… todos saídos da rocha ainda que continuem sendo rocha. A visão é de um deserto extremamente seco, o cansaço é gigantesco: frágeis turistas devem agüentar frio sob sol, falta de ar por causa da altura e várias subidas e descidas. É ali, entre deuses de pedra que talvez se movam à noite que os turistas se movem de dia.

Antunes
Rio de Janeiro, 2 de agosto de 2010

Vários crânios fraturados: daí virá o Rachacuca? - Museu Tihuanaco

A múmia Tihuanaco.

Nós a 3.780 metros do nível do mar

Informações sobre os Tihuanaco ou Tiwanaku

Diante do que restou da pirâmide Tihuanaco

Um deus e um humano

um deus e uma deusa

Uma breve demonstração do poder das mulheres

Em um dos muitos portais

Degraus do império

Muralha

Brincando de ser deus do império

Local sagrado

Visão de cima do Império

Maquete do Império Tihuanaco

mercado para os turistas

PUMAPUNKU

No Pumapunku

A imensa Pachamama no museu Tihuanaco