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LAGOA

Cheguei a pensar que fosse um MAR…
_______Quando pequeno, se parasse ali
______________achava que era a orla de Copacabana, Ipanema, Leblon
______________achava que era a Enseada
______________achava que era a Baía de Guanabara.

A Lagoa me guardava mistérios como aqueles MONSTROS MARINHOS
de fim da Idade Média.

Eu queria sonhar que nossa Lagoa guardava um monstro que nem o do Lago Ness.

O Rio de Janeiro não é especialista em Godzillas.
_______As crianças passeiam de pedalinho na Lagoa.
_______As crianças andam de velotrol à beira da Lagoa.
_______As crianças patinam à beira da Lagoa.
E nenhum monstro marinho, nenhum tubarão, nenhum alligator

Fosse nos Estados Unidos, fosse no Japão…
_______Mas no Brasil é esta paz no que diz respeito à monstros.
_______Nossos monstros são tão outros.

Minha irmã – aí eu já era velho – vinha me contar histórias de uma ÁRVORE DE NATAL iluminada. Nosso Rio de Janeiro é sempre essa paz natalina de ausência de tudo. Essa paz de LAGOA.

Antunes
Rio de Janeiro, 18 de abril de 2011

Atrás das folhas, a Lagoa.

Sobrevoam a Lagoa

Dentro da Lagoa, dentro da canoa

Cristo visto da Lagoa

Pássaros pousados na árvore

e pássaros pousados no barco

Grande como um poste

O Profeta Louco

por Rogerio – PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

De profeta e de louco, Gentileza tinha um pouco. Louco que falava de paz e de amorrr. Profeta que andava na rua vestido de louco. Quem deste mundo, senão um louco, falaria de paz e de amorrr com tanta persistência? Quem neste mundo, senão um profeta, escreveria em pedras seus mandamentos? Palavras de gentileza em verde e amarelo. Desejo insano de harmonia, botando medo do capeta, entregando ao demo o capital maldito que emporcalha a natureza humana. Quem, senão um louco, se diria um profeta? Quem, senão um profeta, ficaria louco com tanta iniquidade?

Rogerio
Rio de Janeiro, 1 de maio de 2010