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“O mundo passa por aqui”

O título, foi o que me disse um taxista ao se referir aos portos de Vitória. Se a cidade vai mal de aeroportos, vai bem de portos, são dois: Porto de Vitória e Tubarão. O primeiro, pode-se ver do Centro da cidade, caminhar ao lado dele, observar-se o que chega do mundo, o lixo que se deixa, as vidas que se vão e as que chegam… O segundo, maior, imenso, vê-se da praia do Camburi, a jogar fumaça no ar, a poluir o mar, a trazer chineses, ianques e todos do mundo, a trazer, inclusive, o mundo…  Dois portos pra se conhecer em Vitória, a se impressionar de assustar com o tamanho de suas embarcações, com a riqueza dos minérios e com a pobreza das gentes. É o progresso que chega e nossa vida que se vai.

Antunes
Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2009

Imenso navio no Porto de Vitória

O Porto de Vitória

O imenso Porto do Tubarão, visto da Praia do Camburi

Praia do Camburi, um retrato

A Praia do Camburi é longa: 6km. Andei boa parte dela. É praia, mas não chega a ser bonita. Sua areia parece farinha de rosca: grossa e escura. Tem coqueiro. Lembra, de longe – bem longe -, o Rio de Janeiro. A orla conta com muitos caminhantes, andarilhos, bicicleteiros e comigo tirando fotos e buscando algo qualquer – bem qualquer – pra escrever. Uma surpresa: pousado na areia, um gavião. Imagem incomum no imaginário que tenho de praia (conseguiu fugir do meu flash, devo essa). Falando em imagens incomuns dentro do comum, a Praia do Camburi lembra, pelo formato, a Baía de Guanabara, mas não só por isso: é possível ver, na outra ponta, Tubarão (calma, leitor, me refiro ao Porto de Tubarão). Isso nos garante que a praia é bem suja, estilo bonitinha, mas ordinária. Ainda na orla, vários quiosques que oferecem um peixinho bom de comer e salgadinho no preço.

Camburi será, por uma semana, mais que uma praia, será um quadro no meu quarto de hotel. Toda vez que eu acordar e olhar pra parede, ali estará ela.

Antunes
Vitória, 15 de dezembro de 2009

A praia de Camburi na parede do quarto 307

Vasco entre palmeiras. Sacou? Heim? Heim?

Farinha de rosca com infinitas conchas

Tubarão, estilim Baía de Guanabara.

Lugar de caminhantes, andarilhos, bicicleteiros e escrevedores rasteiros.

Um Peruá com a boca cheia de farinha ou seria areia? Mórbido cozinheiro!