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Libertas quae sera tamem

Logo que cheguei ao aeroporto de Minas Gerais, deparei-me com um bochechudo Tancredo Neves e embaixo a frase: Liberdade é o outro nome de Minas. Com manias de turista nipônico, fui andar no Mercado Municipal, a tirar fotos e a comprar regalos inúteis. Não resisti a uma camisa com a bandeira do Estado que contém a frase do título: libertas quae será tamem. Consultando o mapa com os pontos turísticos que eu havia separado, percebi que um dos principais deles era uma tal Praça da Liberdade. Liberdade, liberdade, liberdade… vi que essa é uma marca da qual o mineiro se orgulha. Podemos andar livres pelo Centro de Cidade, sem qualquer ameaça, sentimo-nos seguros, suas praças transmitem uma sensação de liberdade, ao ponto de lembrar-me um ditado medieval: “o ar da cidade cheira a liberdade”.  Durante a tarde, a igreja de São José está lotada, os parques lotados, as praças lotadas. Terá o homem se libertado do trabalho? Andando na hora do almoço pelo Parque Municipal, vi casais que se beijavam apaixonadamente entre mendigos. O parapeito da Praça da Estação é repleto de casais que se beijam: vi menina de quinze beijar homem de trinta e homem barbudo beijar homem bigodudo na boca, sob a luz do Sol. Minas, teu outro nome é liberdade! Então pra que tanta polícia montada?

Antunes, 13 e 14 de novembro de 2009 – Belo Horizonte e Rio de Janeiro

Casal entre mendigos no Parque Municipal
Um apaixonado casal sob a copa da árvore entre mendigos

A Polícia Montada desmontada

A Polícia Montada desmontada


O fofinho Tancredo Neves do Aeroporto

Um pássaro morto no Museu das Artes e Ofícios. Casual metáfora?

Turismo andarilhante pelo Centro de Belo Horizonte

Comprometi-me comigo mesmo a andarilhar pelas ruas de Belô, depois de todo dia de trabalho, para sentir o clima da cidade e conhecer os pontos turísticos. Algumas vezes arrisquei as caminhadas na hora do almoço também. Desta forma, passei pela Praça da Liberdade, pelo Centro Cultural, pelo Parque Municipal, pelo Mercado Municipal, Pela Igreja de São José e comi no famoso, tradicional e caro restaurante da Dona Lucinha. Além disso, tive o privilégio de trabalhar três dias bem de frente pra Praça da Estação, na minha humilde opinião, o lugar mais bonito e charmoso de Belô.

Poucos pontos me chamaram verdadeiramente a atenção. Um deles, como disse, foi a Praça da Estação, por possuir um clima peculiar e ter me lembrado uma Central do Brasil que deu certo. Pensei que os arredores da nossa estação de trens também poderiam ser seguros e bonitos como aquele, até porque têm um potencial muito maior. O segundo ponto me surpreendeu pelas demonstrações religiosas bem no horário do almoço: foi a Igreja de São José, com sua diferente beleza, abrigava todos os tipos de pessoas que se ajoelhavam às portas e cultuavam um deus do meio-dia. Além disso, o Mercado Municipal também foi um bom passeio, com seus infinitos queijos e corredores, é um bom lugar para quem quer conhecer melhor a culinária mineira.

Antunes
Rio de Janeiro, 14 de novembro de 2009

praça

Praça da Estação, o lugar mais charmoso de Belo Horizonte

centro_cultural

Centro Cultural de Belo Horizonte

liberdade

Praça da Liberdade

igreja_jose

Igreja de São José

igreja_dentroInterior da Igreja de São José por volta de meio dia

parque

Parque Municipal

mercado

Interior do Mercado Central

viaduto

Viaduto de Santa Teresa