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A decoração do palhaço!

As imagens deveriam falar por si só, leitor. Mas, além de ridículo, sou prolixo. Esboçarei um brevíssimo parágrafo:
Cheguei a Ourilândia às 10 da noite e fui deixado diante do hotel. Qual minha surpresa com aquelas impróprias cores: verde e roxo. Andei pela cidade e vi mais algumas casinhas audaciosas nas cores, todas verde e roxo. Pensei cá com meus botões: quem será este decorador que anda por aqui? Foi quando, num deslumbramento homérico, musas falaram ao meu ouvido: o Coringa, o Palhaço, o Joker! Exatamente como naquela redublagem do Batman que o leitor deve conhecer, intitulada Feira da Fruta. Sendo assim, buscando uma resposta para a crônica anterior, pensei: quiçá Ourilândia cause risos por isso, é a decoração do palhaço!

Antunes
Rio de Janeiro, 30 de março de 2010

Links:
Para acessar a crônica a qual me refiro:
https://cronicasdumasviagens.wordpress.com/2010/03/23/ourilandia-–-a-cidade-ridicula/

Para ler e ver a imagem do Coringa, do Palhaço, do Joker:
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Coringa

Para ver o episódio redublado do Batman intitulado Feira da Fruta (não recomendado para menores):
http://www.youtube.com/watch?v=2vgI2BLTd_8

O hotel decorado pelo Coringa, o Palhaço, o Joker...

As paredes do quarto coringuiano

O hotel do Joker com vista pra rua de Ourilândia

Casinha em tons de verde e roxo, cena comum

Visões de Lázaro

Adonias Filho cumpre a pena por ser um grande escritor: o esquecimento. É, para mim, sem exageros, um dos maiores prosistas de terras brasileiras. Seu romance genial chama-se Memórias de Lázaro, o protagonista: Alexandre. Vieram à minha memória estas Memórias de Lázaro e vi com os olhos de Alexandre ao voar por sobre a Amazônia. Eis que no miolo do livro o protagonista fugitivo entra numa mata infinita, labiríntica, tenebrosa, enlouquece-se de verde. Foi isto que passei ao interiorizar-me no Pará: uma perturbação verde imensurável, pavor de árvores. Espreitei rios monstruosos, também esverdeados. Cegueira verde, não mais a escura, tampouco a branca de Saramago. Verde é a cor da vertigem e parece que são as copas das árvores que sustentam o pequeno avião que treme como os galhos e voa como as folhas. Até as nuvens são verdes por aqui. Ao aterrissar em meio à floresta, pode tomar-se um taxi que se aventura pela estrada cercada por paredes de árvores. Não há fuga possível, na Amazônia as árvores tramam suas raízes em nossos olhos.

Antunes – Carajás, 24 de setembro de 2009.

Visão do avião sobre a floresta.

Visão do avião sobre a floresta.

Ilhas dentro de um rio.

Ilhas dentro de um rio.

Avião aterrissando na floresta.

Avião aterrissando na floresta.

Vista do hotel.

Vista do hotel.

As árvores sustentam o céu.

As árvores sustentam o céu.

Verdes paredes de Carajás.

Verdes paredes de Carajás.